02 de dezembro: DIA NACIONAL DO SAMBA!

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Créditos: Calendarr

Hoje é o Dia Nacional do Samba! Dia de celebrar e refletir!

Que tipo de reflexões poderemos tirar neste dia?

Há muito tempo o samba vem resistindo a toda e qualquer forma de manifestação/movimento contrários à perpetuação de nossa cultura.  Até quando precisaremos resistir? Chegará o dia em que não precisaremos mais resistir?

O samba nasceu num período de resitência e “Pelo telefone”, composto por Donga deu o pontapé inicial. Nelson Sargento já cantava que “o samba agoniza, mas não morre” ! Quem nunca ouviu o Grupo Fundo de Quintal cantando “… e fazem de tudo para silenciar as batucadas dos nossos tantãs…”  ou Alcione, a marrom, cantando “não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar…” . Observem que sempre há um apelo à resistência, sempre há intrínseco a ideia de que existe algo externo “barrando” o samba.

No período em que o samba era perseguido e marginalizado Noel Rosa cantava “Quem nasce lá na Vila, nem sequer vacila ao abraçar o samba”, numa manifestação clara de que o nascido em Vila Isabel estava disposto, sim, a assumir qualquer risco ao assumir a sua condição de sambista.

Muitos foram os sambistas que nos honraram com suas composições e perpetuaram nosso samba, mas sempre com resistências. Nominá-los poderia criar injustiças.

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Foto: D.R.

A Escola de Samba é a maior representação do próprio samba, um nicho perfeito para se perpetuar uma cultura e hoje a LIESF fará o sorteio do desfile das escolas de samba de Florianópolis, numa data especial para o povo do samba. Planejado, ou não, a data é razão de celebração e reflexão.

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Fonte: Diário Catarinense

A imagem acima datada de 1987, trata-se de um texto publicado na coluna de Cacau Menezes, e fazia referência ao carnaval de 1988, que não foi realizado.

Na ocasião a narrativa do jornalista faz referência ao saudoso Roleta, presidente da então SRC Os Filhos do Continente, que mesmo sem ser convidado para um debate na TV, apareceu para participar e, sobretudo “colocar o dedo na ferida” dos problemas do carnaval. Talvez pela sua autenticidade e sabendo que falaria o que as autoridades não gostariam de ouvir, não fora convidado. Uma leitura rápida nas poucas palavras do referido presidente pode-se chegar à conclusão de que no aspecto de organização e gestão, tudo o que se refere às escolas de samba, nada evoluiu.

As mesmas histórias, as mesmas justificativas, as mesmas ladainhas, enfim, os anos passaram e nada mudou. Que venham mais discursos estilo Roleta, para lutar pela nossa cultura.

Que o Dia Nacional do Samba seja celebrativo, mas nunca deixe de ser reflexivo e com ações concretas para que um dia possamos cantar os versos de Beth Carvalho como realidade e não como sonho: “Podemos sorrir, nada mais nos impede[…]Foi bom isistir, compor e ouvir, resiste quem pode à força dos nossos pagodes”.

Ao povo do samba, Feliz Dia Nacional do Samba!

Equipe Na Avenida – Ano VI (equipenaavenida@gmail.com)

 

 

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