Coluna de Quinta – Sonhei com Che Guevara

che guevara

Após uma longa noite acordado, parte dedicada aos estudos, parte dedicada à composição de um samba-enredo, dormi por breves 30 minutos. O sonho que tive foi, no mínimo, curioso e me fez interromper as férias do blog. Alguns duvidarão, dirão que inventei acordado, mas foi tudo sonhado conforme segue.

Estávamos, Ernesto “Che” Guevara e eu, em um grande evento do carnaval de Florianópolis. Não consigo identificar que evento era esse, mas envolvia componentes de várias escolas. Para ser honesto, devo dizer que o sonho já se torna forte pela improvável amizade: embora não tenha opinião consistente sobre Guevara, prezo muito pelos bons hábitos de higiene e sua fama de “porco fedorento” provavelmente dificultaria qualquer tipo de aproximação.

No evento, peregrinamos em conversas curtas, porém calorosas, fazendo campanha por mudanças no carnaval de Florianópolis. Comentávamos questões artísticas também, mas principalmente as organizacionais. Insistíamos na abertura para novos quadros e revisão de modelo de gestão das escolas. Então, uma figura eminente de uma tradicional escola lançou o viciado argumento: “eu até concordo com o que vocês estão dizendo, mas uma andorinha sozinha não faz verão”.

Che Guevara emputeceu-se, mas conteve seu sentimento e iniciou uma fala que ameaçava discorrer longamente sobre o vício e a virtude, a coragem para empreender mudanças e como os sonhos moveram as grandes transformações da humanidade. Em vez disso,  lançou apenas uma frase, que soou como uma hecatombe, despertando-me de meu descanso nos braços de Morfeu:

“NÃO ME INTERESSA O VAZIO EM QUE VIVES, MAS O VAZIO COM QUE SONHAS”

É isto, Che, é isto! Terminaremos esta conversa, um dia, na eternidade.

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