Conheça as ideias de Júlio Martins, candidato à presidência da Coloninha

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Nosso segundo entrevistado é Júlio Martins, que concorre à presidência da Coloninha pela chapa Modernidade e Transparência, tendo Nelson Bittencourt como vice. Esperamos que as 16 questões preparadas por Na Avenida tenham contribuído para uma saudável divulgação das ideias daqueles que pretendem comandar uma das entidades mais importantes de nosso carnaval.

Na Avenida – Conte aos nossos leitores um pouco da sua trajetória no mundo do samba e especificamente na  Coloninha. Qual é sua principal motivação para ser presidente?

Júlio Martins – Comecei na S.R.C Unidos da Coloninha no ano de 1983 na bateria do Mestre Dica ficando por 2 (dois) anos, depois fui ser integrante da harmonia da escola, por vários anos trabalhei nos galpões de confecção de alegorias (carros ), fui diversas vezes componente da diretoria de harmonia, no período 2001 – 2003 fui vice-presidente e no período 2003 – 2005 presidente da diretoria executiva da sociedade, integrante do conselho deliberativo da escola desde os anos 90 e fui vice-presidente de carnaval (diretor de carnaval) em 2012. Minha maior motivação é o tempo que tenho disponível  no momento para exercer o cargo junto com a experiência que adquiri ao longo de vários anos de trabalho pela entidade, sendo que no passado minha atividade profissional não deixava eu ficar exclusivo à disposição da Coloninha.

Na Avenida – As escolas de samba de Florianópolis não desfilaram em 2013. Como o(a) senhor(a) avalia o atual modelo de gestão do carnaval de Florianópolis e, caso vença a eleição, como pretende que a Coloninha atue junto à LIESF, Setur e demais órgãos competentes?
Júlio Martins –  Eu sempre fui da opinião que as escolas têm que ter vida própria e cobrem o espetáculo apresentado na avenida, até porque o modelo anterior só pagava antecipado pois nunca cobriu as despesas totais de montagem de um desfile.

Na Avenida – Nos últimos anos, a Coloninha tem passado por altos e baixos, seja na avenida, seja na política interna. Como o senhor pretende lidar com as diferentes correntes internas da escola?
Júlio Martins – Eu sempre tive acesso muito bom com todos os seguimentos da escola e todos tem que participar, no período que fui presidente não tive problema com corrente nenhuma (ala só no desfile).

Na Avenida – Na sua opinião, quais são as principais qualidades e problemas de gestão da Unidos da Coloninha atualmente? O que deve ser mantido e o que deve ser mudado?
Júlio Martins – A Coloninha tem que se profissionalizar em todos os sentidos mantendo esta paixão maravilhosa que todos seus integrantes tem, em especial a sua comunidade.

Na Avenida – Em muitos carnavais, a Coloninha preparou alegorias grandiosas que não puderam entrar na avenida por problemas mecânicos. Como impedir que isto volte a acontecer?
Júlio Martins – Volto a repetir, profissionalizando.

Na Avenida – No carnaval de 2012, foi muito comentado o descontentamento da comunidade com a qualidade das fantasias confeccionadas no Rio de Janeiro. Entre outros problemas, algumas alas teriam sido recebidas incompletas. O senhor tomou conhecimento deste problema? Caso eleito, manterá a confecção das fantasias em ateliê fora do Estado?
Júlio Martins – Tenho, eu era diretor de carnaval, mas, pelo que foi informado pela administração da escola, problemas financeiros atrapalharam muito, pois faltavam 15 dias para o desfile quando foi entregue  no ateliê quase 70% de materiais para confecção das fantasias. Foi uma experiência que a atual administração fez que não surtiu efeito e eu não continuaria.

Na Avenida – O senhor já iniciou algum tipo de diálogo com profissionais para serem contratados (ou renovados) em seu possível mandato? Pode adiantar quem pretende trazer e quais funções devem ser mantidas?
Júlio Martins – Com certeza, pois jovens profissionais estão se formando e não estão sendo aproveitados na escola, principalmente na parte administrativa.

Na Avenida – O enredo e o samba-enredo que desfilariam em 2013, em homenagem à Polícia Militar, serão mantidos para 2014?
Júlio Martins – Eu não estou bem informado sobre o que a liga e as escolas de samba decidiram em reunião.

Na Avenida – Quais serão seus critérios para a nomeação da futura Diretoria?
Júlio Martins – Profissionalismo e comprometimento.

Na Avenida – Um dos principais entraves do carnaval de Florianópolis é a dependência excessiva do poder público. Por outro lado, parcerias com a iniciativa privada correm o risco de se tornar alvo de chacota, como foi o caso do desfile panfletário da Porto da Pedra em 2012, exaltando o iogurte. Se o enredo sobre o iogurte fosse oferecido à Coloninha, você aceitaria? 
Júlio Martins – Não conheço o enredo.

Na Avenida – De que maneira, então, é possível equilibrar essa balança?
Júlio Martins – Existem muitos parceiros com credibilidades e enredos bem explorados.

Na Avenida – A sede da Rua Tupinambá é uma importante estrutura para a escola e uma referência para a comunidade. Que tipo de destinação pretender dar àquele espaço? 
Júlio Martins – Não podemos ter aquele espaço fechado, pois durante toda semana pode ser feito aulas de dança, capoeira, bateria mirim, mestre-sala mirim, além de parcerias com faculdades para cursos profissionalizantes. E aos finais de semana muitos eventos com qualidade e segurança, se na minha gestão 2003 – 2005 conseguíamos uma média de público por final de semana de 800 pessoas, porque não agora?

Na Avenida – A Bateria Swing do Continente é um dos principais orgulhos da comunidade. Se eleito, pretende manter a atual direção de bateria? A estrutura oferecida para os ensaios é adequada?
Júlio Martins – Eu sou fã de carteirinha da bateria da Coloninha, mas temos que melhorar muitas coisas, desde a estrutura oferecida a eles até o controle.

Na Avenida – Como o senhor avalia os concursos de samba da escola nos últimos anos? Pretende realizar alguma modificação em seu formato?
Júlio Martins – A Coloninha é uma das poucas escolas que durante toda a sua existência sempre fez concurso de sambas-enredo, onde já saíram sambas maravilhosos. Tudo depende do enredo e a sinopse mostrada aos compositores, quanto a modificações toda aquela que for boa para a escola será implantada.

Na Avenida – Em todas as escolas de samba de Florianópolis, há um clamor silencioso por renovação. Como promover a integração entre diferentes gerações e fomentar o surgimento de novos talentos na Unidos da Coloninha?
Júlio Martins – Mesclando juventude com experiência.

Na Avenida – Pedimos que deixe uma mensagem final para os eleitores da S.R.C. Unidos da Coloninha e para a comunidade do samba, aproveitando para uma última pergunta: qual será o diferencial da Coloninha em sua gestão?
Júlio Martins – Muito trabalho com modernização em todos os setores, com transparência e respeito a todos os integrantes da nação Coloninha e a comunidade do samba. Aproveito a oportunidade para pedir o voto a todo conselho deliberativo, conselheiros natos, fundadores e beneméritos da S.R.C. Unidos da Coloninha na CHAPA 1 – MODERNIDADE E TRANSPARÊNCIA.

Para conferir a entrevista com Luciano Baracuhy, da chapa Nova Coloninha, clique aqui.

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