Consulado apresenta sinopse 2013

Ashantis, a Força que vem do Berço

 

O jardim edênico em uma terra fértil de ouro,

O reino cujas fronteiras só foram penetradas com tratados, nunca com os cânones

O império cuja monarquia foi furiosamente fissurada

No entanto, não pode ser humilhada em esfarela

As pessoas cuja cultura e tradição

É uma festa de estrelas sorridentes no seu esplendor cintilante

O reino cujos majestosos passos

Sempre domar as águas turbulentas

O império abençoado pelos deuses com um banquinho de ouro

Adjei Ayei-Baah

É tempo de glória e esplendor na costa do ouro. O Asantehene Osei Tutu I recebeu o presente dos céus, o tamborete sagrado da alma e nação do povo, um sinal de que ele era o escolhido pelos deuses.

Trinta e oito Estados passaram a formar o Império Ashanti no século XVIII, cujo reino se estendia nas densas florestas da África Ocidental. A prosperidade vinha da extração de ouro e nozes-de-cola abundantes na região. Tanto ouro proporcionou ao império comprar quantas armas desejasse e assim conquistar novas terras. É sabido que fora utilizada mão-de-obra escrava, entretanto, não se praticavam os abusos físicos cometidos do outro lado do Atlântico.

A linhagem materna era determinante na escolha dos novos líderes. Com a morte de um chefe, a linhagem materna escolhia o substituto para ser o novo líder e o destino da herança. Na sociedade ashanti  as mulheres detém o poder pelos seus segredos e conselhos aos mais velhos.

kente, com fios de seda e algodão meticulosamente tecidos em formas geométricas multicoloridas, adornavam os chefes akan nas cerimônias tradicionais. Cada cor utilizada possui um significado, como é comum na cultura ashanti. A simbologia adinkra, que significa adeus em twi, era originalmente utilizada para adornar o vestuário usado nas cerimônias fúnebres, mais tarde passou a decorar casas, tecidos e objetos. Como é de costume, todos os símbolos têm um nome e transmitem uma mensagem, e muitas vezes estão associadas a provérbios.

Na terra onde os tambores falam, bravos guerreiros se cumprimentam com a mão esquerda, em sinal de respeito e confiança. Na religião, bastante diversificada, há crença em deuses, feiticeiros e espíritos da floresta. Nyame, o deus supremo, criador das florestas e animais tem sol como seu olho direito, que abre durante o dia, enquanto a lua é o seu olho esquerdo. Anansi, “o aranha” é seu filho, um herói popular que trouxe os cereais e a enxada aos humanos e ensinou-lhes a cultivar.

Tamanha prosperidade despertou a cobiça inglesa. As terras e o ouro foram tomados, o Rei Prempeh I exilado e exigiram a entrega do tamborete de ouro sagrado para se sentarem! Enfurecida, a Rainha Mãe Yaa Asentewaa, diante da covardia de seu conselho para enfrentar os invasores, levantou-se e falou “… nós mulheres iremos. Eu chamarei as minhas companheiras… Lutaremos até que a última de nós caia em campo de batalha”. Sete guerras lutaram e o povo guerreiro ashanti surpreendeu os britânicos com suas estratégias de batalha.  Com a introdução de melhores armamentos, os britânicos derrotaram os ashanti. Yaa Asantewaa e outros líderes foram capturados e enviados ao exílio, onde permaneceram até a morte dela.

Mas o símbolo da soberania ashanti verdadeiro nunca fui entregue,  pois estava escondido nas profundezas da floresta. Hoje está guardado no Palácio Manhyia em Kumasi.

Três anos após a morte da rainha guerreira, o Rei Prempeh I foi repatriado e a região foi finalmente declarada independente e integrante do território de Gana, sendo o primeiro país africano a fim de conseguir este feito.

A poderosa confederação foi dissolvida, mas a história do Império Ashanti permanece viva e será contada pelo GRES Consulado na passarela em 2013.

Autor: Jhean Fabio do Nascimento

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