Dascuia – Análise do enredo e samba

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Crédito: Na Avenida

Olá, povo do samba!

Tradicionalmente apresentaremos a análise dos enredos e sambas (adequação ao enredo, observando um destaque melódico) das agremiações do Grupo Especial do carnaval de Florianópolis para o carnaval 2018.

Vale lembrar que a análise não tem o condão de ser a verdade absoluta, mas uma reflexão breve, além de obedecer a ordem dos desfiles.

Mãos à obra!

A agremiação que abrirá o desfile será o GRES Dascuia, no sábado de carnaval!

O enredo da Escola de Samba Dascuia “Nas memórias de um Griot, surge sua majestade – O Samba e o Reino da Pequena África”, de autoria de Jhean Nascimento e André Filosofia, traz um misto de ficção e realidade e tem uma dupla missão: contar a história do samba e Pequena África e fazer uma homenagem àquele que dá nome à agremiação: Altamiro José dos Anjos, o popular Dascuia. Na história apresentada Dascuia é um Griot (aquele que preserva e transmite a história) e contará a história do samba, desde o continente africano, passando pelo Reino da Pequena África (Praça Mauá – Rio de Janeiro/RJ) até chegar em Florianópolis, tendo uma das consequências dessa história a criação do GRES Dascuia, sendo um Griot protagonista da história.

Pessoalmente tenho apreço por enredos históricos, principalmente quando desvelam fatos que não permeiam o senso comum, como é o caso do Reino da Pequena África. Cronologicamente o enredo ficou bem desenvolvido, com começo, meio e fim. No mesmo sentido, não tenho apreço a enredos que homenageiam personalidades, no entanto, os autores do enredo, para homenagear o fundador da agremiação, usaram a ferramenta de inseri-lo na história, de modo que a homenagem não se limita ao que se vê comumente: apenas “vida e obra”. Revestir o homenageado com a história não tira o brilho e a grandeza dos fatos, bem como faz-se a justa homenagem “condecorando-o” como um Griot.

O samba é assinado por Juninho Zuação, André Filosofia, Nando do Cavaco e Juliano Silva, além de ter como intérprete oficial o já consagrado Ricardo Martins.   Analisando a sinopse apresentada, vê-se a fidelidade à proposta, uma vez que contemplou as partes importantes destacadas, quais sejam: o Griot como fio condutor da história, o reino da Pequena África e o samba (até chegar no GRES Dascuia). Os destaques melódicos podem ser notados na virada do refrão para os versos “O meu nome é Altamiro José / Com muito orgulho eu sou…” e no verso “Reluz no olhar / fez brotar em meu peito a felicidade”

Sandro Roberto – Equipe Na Avenida

 

Equipe Na Avenida – Ano VI (equipenaavenida@gmail.com)

 

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