E o “INÍCIO”?

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Olá, povo do samba!

Estamos finalizando o mês de agosto e ainda há um silêncio oficial das nossas batucadas. Escolas de Samba resistem com suas oficinas de bateria ou eventos isolados, mas em relação ao próximo carnaval na cidade de Florianópolis, verdadeiramente o que se nota é um silêncio geral. Estamos longe do “INÍCIO”?

Sabe-se que existem agremiações com a carta na manga, esperando apenas o gatilho, enquanto há aquelas que sequer montaram sua equipe de carnaval. O misto de receio, desconfiança e luz no fim do túnel paira sobre o povo do samba. O que se nota são articulações visando o próximo carnaval, porém, ratifica-se, o silêncio paira. E o “INÍCIO”, chegaremos lá?

Nas rodas de gente bamba a conversa em torno de comparações é inevitável: “houve um tempo em que nessa época as escolas de samba já se movimentavam!” ou “Nessa época já tínhamos enredo, nossa escola já tinha lançado sinopse e já tinha escolha de samba marcada!” Precisamos ver o ‘INÍCIO”!’

Bem, o fato é que as escolas de samba e Liesf tem dívidas e querem resolver o carnaval passado para falar em 2018. Este tem sido o discurso! O povo do samba, no entanto, gostaria mesmo de uma luz no fim do túnel, pelo menos em relação à realização de fato do desfile   de 2018.  Qual o impeditivo das escolas de samba adiantarem trabalhos como anúncio de enredo, lançamento de enredo, concurso de samba? Entende-se que isso não é impedimento para se resolver o carnaval 2017. Muito pelo contrário: movimenta as comunidades, gera recursos financeiros com os eventos, bem como mostra que as escolas de samba não ficam esperando com o pires na mão pelo poder público.  Será que estamos longe do “INÍCIO”?

Neste sentido, preparar o carnaval 2018 dentro das agremiações não pode ser sinônimo de esquecimento de dívidas e seria leviano das agremiações pensarem dessa forma, assim como igualmente leviano seria os credores se sentirem deixados de lado em razão da preparação do próximo carnaval, desde que as escolas de samba chamassem todos para conversar e incluíssem todos no projeto 2018, com o compromisso da quitação.  Todos são sabedores da real situação do carnaval e certamente não apresentariam óbice à movimentação das escolas de samba por uma simples razão: agremiação parada é dinheiro que não entra, logo, mais longe de uma possível quitação de dívida se estaria.

A grande problemática do carnaval sempre tem sido a falta de informação para as comunidades e isso tem gerado “n” especulações desnecessárias, no entanto justificáveis.

Faz falta o som do cavaco e violão, o grito de guerra, a bateria e o povo sambando, preparando-se para o desfile oficial. Faz falta os concursos de samba de enredo, as torcidas, o anúncio do samba vencedor e todo aquele papo de samba, que só uma escola de samba por proporcionar. Faz falta ver a comissão de frente ensaiando, as velhas-guardas, passistas, crianças, enfim, todo o agito de um ensaio. O povo do samba está ansioso, esperando logo a hora de começar todo aquele fervo para chegar em um lugar comum e se deparar com o “INÍCIO” na Passarela do Samba Nego Quirido. O povo do samba quer ouvir as sirenes, as palavras do presidente, o grito de guerra (agora oficial). Enfim, aguardando ansiosamente a hora da largada!

Abaixo, um vídeo de uma agremiação, a exemplo de outras escolas de samba,  que já anunciou seu samba, e já está fervendo para o carnaval 2018:

https://www.youtube.com/watch?v=7KCtw5B4MgY

Enquanto isso, aguardamos esperançosos os movimentos rumo ao carnaval 2018 na cidade de Florianópolis.

Equipe Na Avenida – Ano VI (equipenaavenida@gmail.com)

 

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2 comments

  1. Carnaval de Florianópolis – Escola de Samba com Diretoria séria e um plano de gestão moderno tem tudo para se transformar em sofisticada máquina de fabricar a alegria e fazer da passarela do samba “Nego Quirido” um eterno palco da arte popular.

    A ignorância em si não é problema; o problema é a gente ignorar a própria ignorância a tal ponto de em nome do poder e de uma gestão dividir o que uma Escola de Samba tem de mais sagrado: a sua comunidade, ou pessoas que deram a suas vidas para formatar historias de glorias e de muitos carnavais. Tenho a convicção que está na hora das pessoas que se colocam na condição de diretores das Escolas de Samba colocar a sandálias da humildade e se curvarem perante as comunidades berço dessa manifestação cultural, trilhando o caminho da ética e do respeito, levando o nosso samba numa só voz: ecoando como sinfonia na eterna felicidade, emoldurando a nossa história com muita cultura nas engrenagens que produzem o maior espetáculo de Passarela na cidade, o nosso carnaval. Com unidade, valorizando suas comunidades, respeitando seus colaboradores, seus fundadores, seus conselheiros aplicando e respeitando seu estatuto, fazendo uma Diretoria solida e compromissada com o social, o recreativo e o cultural, usando a Escola de Samba para sua real finalidade e importância como algo de utilidade publica visando ser mais um elemento transformador buscando e abrindo oportunidades através de bons projetos e ações construtivas junto as comunidades mostrando aos jovens e crianças exemplos sólidos de cidadania, visando agregar cada vez mais valores que possam engrandecer perante a opinião publica o verdadeiro papel de uma Escola de Samba no processo de formação junto a uma comunidade para ter forte referencia na Cidade. Partindo deste principio eu acredito que uma Escola de Samba tem tudo para se transformar em sofisticada máquina de fabricar, a alegria, povoando o grande palco da arte popular, a Avenida do Samba. “Nego Quirido” tecendo fios de imaginação como se todos os sonhos do mundo por um instante virasse realidade. Fabricando, com multiplicidade de criações, heróis, mitos e deuses, desvelando emoções, sentimentos e paixões. E ai sim estaria fechado o elo que fazer carnaval vale apena, pois houve o momento de plantar e de colher. Então podemos com certeza cantar: Cidade o Samba esta em festa/ E assim se manifesta a cultura popular, / Reúne batuqueiros e passistas ao som dos tamborins / Reúne batuqueiros e passistas ao som dos tamborins. E pede… / Pede passagem cantando em uma só voz a sua linda melodia,/ Em forma de arte maior que felicidade / Cobrindo de igualdade corações em liberdade. (Edu Aguiar/Marcio Martins e Bira Bernilongo)

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