Mais um carnaval doloroso

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Chegamos em meados de outubro, e a tendência é que ele passe sem ver a cor dos repasses financeiros para o carnaval 2016.

A história parece ser velha, mas continua cada vez mais atual. A burrocracia continua sendo o principal fator para os atrasos no desenvolvimento dos trabalhos nas agremiações de Florianópolis e região.

A fonte é segura e respeitada, porém secreta. As verbas municipais e estaduais para o carnaval 2016 virão, mas não com a antecedência que merecem os próximos desfiles das escolas de samba. Certamente será um ano atípico e um carnaval realmente doloroso. A unica certeza que não temos é se será um carnaval chuvoso, mas com todo esse tempo maluco, não vamos duvidar de mais nada.

Os convênios da Prefeitura de Florianópolis devem ser assinadas na próxima quarta-feira (21), e a esperança é que ao menos a primeira parcela seja repassada em novembro. O Governo do Estado pretende abrir através da Secretaria de Turismo (SOL) o sistema para protocolar os projetos ainda este mês. A previsão é que seja efetuado o repasse em parcela unica. A Liga das Escolas de Samba de Florianópolis esta batendo ponto no gabinete do Secretário de Turismo do Estado para garantir esta verba para o mês de Dezembro, com a justificativa do calendário atípico, onde os desfiles acontecerão no inicio de fevereiro.

Uma noticia que  nos agrada é que Projeto do Carnaval de Florianópolis elaborado pela LIESF foi protocolado no Ministério da Cultura e deve ser colocado em pauta entre os dias 10 e 12 de novembro para parecer técnico. A Lei Rouanet pode ser um canal importantíssimo para fomentar os desfiles, porém, mesmo com a aprovação do projeto e os períodos dos trâmites respeitados para captação, a verba não virá em tempo hábil desejado.

A certeza neste momento é uma: As escolas precisam se virar para colocar o que planejam em pratica. A Liga, através de vários acordos feitos nesta gestão, elaborou parcerias de crédito em lojas dos mais diversos tipos utilizados para a produção do carnaval. A dificuldade fica na manutenção financeira da mão de obra especializada, principalmente referente à produção artística vinda de Parintins. O poder de negociação dos presidentes precisar ser colocado em pratica, para que os trabalhos não atrasem mais do que já estão.

Com essas informações, sai na frente quem é criativo e corajoso. Aquele que entra no barracão e reaproveita estrutura, que durante o ano trabalha com reciclagem, que junto da sua comunidade produz eventos e arrecada verbas para iniciar os trabalhos. Quem tem planejamento e já calculou na ponta do lápis o valor do seu desfile, consegue apresentar aquilo que planejou.

Muito mais que uma paixão, o carnaval de Florianópolis esta se tornando uma arte em planejar e executar ideias criativas para as crises financeiras.

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