Porto Alegre – Imperadores do Samba divulga sinopse do enredo e abre inscrições para o concurso de samba enredo 2017

festival2017

A escola de samba do grupo especial porto-alegrense Imperadores do Samba divulgou a sinopse do seu enredo 2017, bem como abriu inscrições para o concurso de samba enredo.

Como se sabe, o título do enredo “Sou Resistência e não me Kahlo. Frida – Sou México em Flores, cores e amores: Diva entre Imperadores” dos temistas Edy Dutra e Márcio Castilhos.

Veja o vídeo explicativo do enredo 2017:

Agora conheça o logo oficial 2017:

logo 2017

Também as inscrições estão abertas para o concurso de samba enredo mais famoso de Porto Alegre. Veja as informações primordiais:

A partir de hoje, dia 11 de junho, até o dia 30 de julho de 2016 às 22 hs, estarão abertas as inscrições para o Festival de Sambas Enredo do Carnaval 2017.

O material para inscrição (regulamento, termo de compromisso, sinopse e ficha de inscrição) já estão disponíveis aqui no site para os compositores interessados.

O samba campeão receberá um prêmio de R$ 5.000,00 e um troféu.

O festival será realizado nas seguintes etapas:

  1. Período de inscrições de 11/06 até 30/07 as 22:00;
  2. Audição interna (dia 01/08)
  3. Divulgação dos Sambas para a segunda etapa(03/08);
  4. Reunião com os compositores selecionados (06/08)
  5. Eliminatórias em quadra (13, 20, 27/08);
  6. Final do Festival (03/09)

Como já é tradicional, as inscrições podem ser entregues pessoalmente na quadra da Escola, na Av. Padre Cacique 1567, nos sábados a partir das 17:00 às 20:00, ou enviadas para o e-mail festival@imperadoresdosamba.com.br.

Salientamos que, conforme o regulamento, os audios do sambas devem ser enviados obrigatoriamente em arquivos no formato MP3, tanto pelo e-mail como pessoalmente.

Por fim, conheça a sinopse 2017:

S.B.R. IMPERADORES DO SAMBA

Carnaval 2017 – SOU RESISTÊNCIA E NÃO ME KAHLO – FRIDA: SOU MÉXICO EM FLORES, CORES E AMORES, DIVA ENTRE IMPERADORES.

Dep. de Carnaval DESENVOLVIMENTO DO ENREDO

1º Setor – “Meu sangue é o milagre que viaja nas veias do meu coração para o seu.” 2º Setor – “A luta revolucionária neste processo é uma porta aberta à inteligência.” 3º Setor – “Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade.” 4º Setor – “Pés? Para que os quero se tenho asas para voar?”

Da mistura e do amor Da história e da tradição Sou Frida, sou velha, sou nova, sou paixão Da minha raiz e dos meus temores Dos meus heróis e dos meus amores Sou Frida, sou México, sou povo em suas dores Da cultura e da arte Da pintura e da sociedade Sou Frida, sou retrato em cores da realidade Do meu país e do horizonte Das viagens e das descobertas Sou Frida, sou o mundo de portas abertas Das mulheres da América Do Brasil, das ruas e de muito mais Sou vida e sou voz e não me Kahlo jamais

SINOPSE 1º Setor – “Meu sangue é o milagre que viaja nas veias do meu coração para o seu.” Hoje, o Carnaval me recebe e me apresenta para o mundo: sou Frida, mulher forte, sem nada a temer e não me Kahlo jamais. Nasci Frida Kahlo, filha da Revolução. Nasci filha de um Novo México cheio de tradição. Nasci do passado indígena e do ventre ameríndio. Nasci da semente do velho mundo, de grandes civilizações, da mestiçagem europeia. Em meu sangue latino, tenho a essência de um povo com história e paixão. Tenho a benção do El Dourado, solo sagrado. Carrego o amor da Mãe Negra, Virgem Milagrosa. Vi palácios com pedras preciosas, perdidos no tempo dos mitos e das crenças. Há a dor que se refletiu em vida no espelho.

2º Setor – “A luta revolucionária neste processo é uma porta aberta à inteligência.” Da minha raiz, da minha história, sou mexicana. Dos temores da opressão, me fiz caudilho. Surgiram heróis, a bravura de um Emiliano Zapata, surgiu a coragem de um Pancho Villa. Sou Frida, sou México, sou o olhar do povo e suas dores. O México rural era camponês e não tinha voz. Agora é lenço vermelho, é sombrero, é sangue guerreiro. O povo mexicano é tequila; o povo mexicano é pimenta; o povo mexicano é luta. Da luta, surgiram amores. Do amor, surgiu Diego Rivera. De Diego, me vi revolucionária. Revolucionei na arte e nas ruas, no brado e na pintura, no amor e com Leon Trotski. Retratei a luta, tracei ideais, pintei liberdade. E a liberdade pintei em vermelho comunista idealista.

3º Setor – “Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade.” Fotografei o passado em preto e branco. E me tracei no papel como queria ser: cheia de cores e de flores. Me pintei como sou: na dor e na melancolia. Em pouco tempo, a pintura toma forma em mim e eu tomo a forma de minha própria pintura. Sou imaginação e sonho? Surrealista? Não, sou minha própria realidade. As cores de minhas roupas me protegem da dor. Minhas roupas me cobrem de beleza. Mostrei minha vida em retratos: com vestido de veludo, com colar de espinhos, ou com cabelos cortados; com meu Diego, e com Meus avós e meus pais; no Hospital, como tehuana, como um veado ferido, marxista. E, por que não, comigo mesma. Quero o México todo em mim. E o México me quer. O mundo quer me ver. Pouco andei, mas muito voei. Em Nova Iorque, ocupei galerias e imaginações. Ocupei o surrealismo de André Breton. Ocupei a imaginação de Julian Levy. Invadi Paris e me expus Museu do Louvre para a Europa me ver. Pablo Picasso me viu, Kandinsky me admirou, Marcel Duchamp me quis. Para minhas telas, convidei mariachis tradicionais, caveiras pintadas, ruas coloridas. Minha vida é minha arte em sofrimento; do aborto, a vida em cores; dos hospitais e das cirurgias, uma forma de o mundo me ver. Retratei amigos, família, minha história, o meu povo, o México! As flores e as cores são inspiração a serviço do povo. São ruas coloridas. São liberdade. São vibração e alegria

4º Setor – “Pés? Para que os quero se tenho asas para voar?” E retornei para casa. Fiz da minha Cidade do México minha exposição e galeria particular. Estampei revistas. Inspirei movimentos. Fiz de minha face a face de todas as mulheres. O mundo me queria, e ele teve o melhor de mim. O Brasil me queria, e estou aqui. Venho com Fatumbi, meu Pierre amigo, trazer alegria, cores e beleza. Trago a taça da vitória de 70 para brilhar nessa avenida. Tem dança e arte, tem novelas e heróis. A música se espalha por violões e por um bailado multicor. Sou diva entre imperadores. E leões imperiais me carregam para o infinito, para a eternidade. Sou mulher forte, sem nada a temer; sofrida não me Kahlo jamais; sou tequila para embriagar a alma, sou rosa vermelha para se apaixonar. Sou o México desfilando em toda a sua essência; sou Imperadores do samba e sou resistência.

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