Repasse em dobro para o carnaval

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Em matéria publicada no site do O Globo nesta semana, a Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou repasse para as escolas de samba carioca em dobro. Mesmo em tempo de crise, o entendimento é que o carnaval é um forte atrativo na cidade. Os investimentos manterão a qualidade dos desfiles que trarão resultados positivos para a economia da cidade.

Leia a matéria completa:

RIO – Envergou e, para não quebrar, o socorro virá dos cofres públicos. Em meio à crise que tornou os cortes de gastos quase um mantra, o município do Rio vai dobrar o repasse de verbas às escolas de samba para o próximo carnaval. Em ano eleitoral, em vez de R$ 12 milhões, serão R$ 24 milhões destinados às agremiações do Grupo Especial em 2016 (R$ 2 milhões para cada uma). O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo secretário-executivo de Coordenação de Governo, Pedro Paulo.

A alegação é que a folia está em maus lençóis diante da recessão econômica. Para explicar os motivos de as contas não fecharem, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira, cita fatores como inflação, alta do dólar, dificuldade de obter patrocínios e aumento de despesas como as de energia elétrica. Além disso, afirma ele, o valor repassado pela prefeitura se manteve congelado nos últimos anos, assim como os preços dos ingressos da Sapucaí:

– Nossa preocupação é não deixar que o espetáculo perca qualidade. Ou nos antecipamos ou vai ser um carnaval de crise em ano de Olimpíadas.

Em 2015, cada escola teve, no mínimo, cerca de R$ 6 milhões para os desfiles – valor que incluiu a verba do município e receitas de direitos de imagem para a TV, além de vendas de CDs e ingressos. Mas a folia passada já foi de baixas. Os aproximadamente R$ 6 milhões (R$ 475 mil para cada uma) que o governo do Rio destinava às escolas não foram pagos, devido à crise no estado.

Como efeito dos escândalos da Petrobras, pela primeira vez em oito anos a empresa também parcelou o total de R$ 12 milhões de seu patrocínio às escolas. Até agora, só uma primeira parcela de R$ 4 milhões foi paga e, por enquanto, ainda não há nada definido para 2016.

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Escolas como Vila Isabel e Mangueira são algumas das que enfrentam mais dificuldades. Presidente da verde e rosa, Chiquinho da Mangueira afirma que o momento é o pior vivido pelas agremiações nas últimas três décadas:

– Estamos buscando formas alternativas de arrecadação, como o lançamento em breve de um programa de sócio-torcedor. Mas está difícil. Ainda não temos patrocínio para 2016. O carnaval está muito caro.

Fonte: O Globo

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